Review #11 – Batman e Robin Eternos #1

Não é surpreendente que a DC optou por seguir o modelo de publicação de Batman Eterno em sua sequência. No entanto, Batman e Robin Eternos tem algumas diferenças ao antecessor. É mais curto, um pouco mais focado no elenco da franquia, apresenta flashbacks recorrentes e se preocupa menos com o Batman em si e mais nos heróis que continuam seu legado. Esta primeira edição marca um forte começo para o que está se apresentando ser um conflito interessante para os ex-companheiros do personagem. A edição da Panini terá periodicidade quinzenal, formato 17 x 26 cm, capa couché com o miolo de papel LWC, 60 Páginas, distribuição nacional com o preço de R$ 8,20 reunindo as batman_robin_eternos_1_capa-600x917edições #1 e #2 da minissérie.

Batman Eterno teve momentos sisudos, mas não deixo de ser divertida de se acompanhar, por isso é bom ver o escritor James Tynion IV injetar um pouco de humor para esta sequência. Muito se deve ao papel de protagonista de Dick Grayson. A editora tem mostrado boa vontade em permitir que Dick seja um personagem recorrente e divertido da Bat-família apesar da escuridão inerente do seu novo status quo. Esta edição assume um tom aventuresco com o retorno de Dick para Gotham relembrando sua parceria com Jason Todd e Tim Drake. Tynion garante a cada um desses personagens uma personalidade e voz únicas. Esse trabalho também é feito aos personagens de apoio, incluindo Harper How e uma nova adição aos personagens de Gotham.

O conflito certamente tem um certo tom sombrio, apesar de tudo. Afinal, a série é baseada na ideia de que Dick e seus aliados estão descobrindo um segredo terrível da época dos primeiros dias da dupla dinâmica. No entanto, é esse equilíbrio entre os elementos mais leves e pesados que torna a edição tão atraente. Há uma verdadeira sensação de que os4831828-5bmrbet_1_6 heróis estão à deriva do proposita da “morte” do Batman.

Visualmente, está série começa muito bem graças a arte de Tony Daniel. Daniel oferece algumas cenas altamente dinâmicas e viscerais com a equipe de Robin’s. Sua opção pelo traço mais texturizado realmente se encaixa melhor nas partes de humor da história. Entretanto essa edição sofre um pouco com os prolongamentos de mistérios da trama. Depois de ler quadrinhos por muitos anos, torna-se cada vez mais difícil de tolerar personagens que falam de forma enigmática com o único objetivo de prolongar artificialmente um mistério. O suspense da última página da edição #1 é muito bem aplicado, mas é algo que o personagem não faria.

Enquanto a DC não precisa necessariamente de outro quadrinho do Batman, Batman e Robin Eternos apresenta um forte argumento na sua primeira edição. Enquanto alguns aspectos dessa nova série ainda são obscuros, ela também possui uma dose de diversão e aventura graças ao papel de Dick Grayson. Quão bem esse mistério irá ficar daqui a seis meses não sabemos, mas essa edição inicia de ótima forma.

Esse lançamento e outras publicações você encontra na Caverna Store que se encontra no 4° Piso do Shopping Macapá. Siga as redes sociais e fique por dentro das novidades:  FacebookInstagramSite.

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Preview #04 – Superman: Alienígena Americano

Recentemente eu entrei em uma cruzada: Ler o máximo de histórias do Superman. Eu queria aprender sobre o personagem, a origem faz parte do consciente coletivo e foi explorada em várias HQ’s como: Superman: Legado das Estrelas por Mark Waid e Leinil Yu, Superman as Quatro Estações por Joseph Loeb e Tim Sale e Homem de Aço por John Byrne. Após a criação dos Novos 52, vários fãs reclamavam sobre a nova abordagem do personagem e um dos mais enfáticos em suas criticas era o roteirista Max Landis (Poder sem Limites) que publicava vídeos em seu canal do Youtube falando mal da atual fase do herói e como a DC não sabia usar seu personagem. Ele conseguiu a atenção da editora que ofereceu a ele a chance de publicar 7 histórias sobre o personagem. É a partir desse momento que nasce Superman: Alienígena Americano.

Max Landis parece ter encontrado uma nova abordagem. Ao invés de tentar cobrir toda a saga do Superman desde sua partida de Krypton até seus primeiros dias em Metrópolis, cada edição de Superman: Alienígena americano foca em um momento diferente da vida de Clark Kent. Como na primeira edição que foca nas emoções de seu primeiro Voo.

O roteirista caracteriza muito bem os personagens e principalmente a família Kent durante as sete edições. Ele equilibra os medos tradicionais de se criar uma criança com super poderes e ao mesmo tempo a alegria de se ter alguém por perto com eles. A relação de Jonathan e Marta não é 100% segura como todo relacionamento na vida real é. Há insegurança e isso é muito interessante para o desenvolvimento de Clark já que o roteiro não faz deles pessoas com extrema sabedoria. É neste ponto que Alien Americano brilha: Todos, incluindo Clark, são humanos.

A arte da revista é entregue a um desenhista diferente por edição. Assim como vamos acompanhando a mudança da visão de Clark do mundo, a arte vai mudando também dando um um toque mais infantil, solitário, aventureiro. Um exemplo disso é a edição #03, onde a arte tem aquele traço de historias adolescentes e é nela em que o personagem se enxerga um ET. Sensacional meus amigos. É um recado a DC do roteirista: Não é preciso tirar o poder de Clark para torna-lo humano. A força do personagem está em seus poderes e em como ele não quer ser super forte.

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Landis nos mostra como Clark Kent se enxerga na adolescência. 

Após a leitura dessa história eu percebi que o Homem vem antes do Super. Isso é bem retratado na capa da edição #06 logo abaixo. Um mar de pessoas comuns com suas camisas abertas mostrando o S de Superman, indicando que cada um de nós tem esse potencial. O personagem é o reflexo do melhor que a humanidade tem a oferecer, inclusive com nossos defeitos.

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Capa da edição #06 de Alienígena Americano

Eu indico a leitura desse material. Confesso que não era fã do personagem, mas hoje depois de ter lido passei a admirar bastante o personagem. Essa é uma revista da fase DC e Você, atualmente sendo publicada pela Panini. Em breve estará nas bancas.

Obrigado a companhia até, tchau!