Editorial #02 – O Atual estado Editorial da Marvel & DC

Todo leitor assíduo de quadrinho já recebeu essa pergunta: Você prefere Marvel ou DC? Eu particularmente gosto bastante das duas editoras, mas atualmente ando lendo bastante títulos fora desse eixo Marvel/DC, mas eu não posso negar que entre as duas editoras leio e gosto mais das histórias da Marvel. A animação dos X-Men na década de 90 juntamente com os quadrinhos do Demolidor lá em meados de 2006 provocaram a minha transição de leito ocasional para um leitor regular e a preferência pela editora.

É por isso que é estranho o fato de que atualmente não ando tão interessado nos quadrinhos da editora. Tanto aqui no país quanto no EUA estão saindo boas histórias (All-New Wolverine, Visão nos EUA e Vingadores e Novos Vingadores aqui no Brasil são alguns desses títulos), mas meu entusiasmo na nova linha All New, All Different pós-Guerra Secretas está bem baixo. Parece que meu animo pela editora morreu junto com o universo 616 em 2015. Mas nos últimos meses a concorrente tem me conquistado cada vez mais.

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Totalmente Nova, Totalmente Diferente Marvel

Com a Marvel temos a sensação que a cada novo relançamento dos títulos vamos entrar em um ciclo perpetuo de relançamentos, mega sagas, relançamento. Repita isso. Os recentes dados das vendas da editora vêm mostrando que essa tática agressiva vem perdendo força em comparação com as vendas dos mesmos títulos ano passado. Há várias conclusões em relação a esses dados, mas vou me focar no lado na minha perspectiva de leitor e eu não me sinto tão entusiasmado com essa nova fase do que a de 2012 em Marvel Now ou pós-Guerra Civil com o desmantelamento dos Vingadores em 2005. Recentemente tivemos a notícia de que vão reciclar o selo “Marvel NOW” e que é bem decepcionante.

Deixando a desconfiança de lado, a Marvel tem um problema maior quando se fala das suas principais franquias. Dos quatro principais pilares do Universo Marvel (Homem-Aranha, Vingadores, X-Men e Quarteto Fantástico), apenas o primeiro está tendo uma boa fase atualmente. Vingadores e X-Men parecem estar passando por uma crise de identidade pós-Guerras Secretas, enquanto o Quarteto Fantástico, para todos os efeitos, não existe mais. O planejamento editorial que impulsionou a Marvel a partir de Guerra Civil para Invasão Secreta e logo em seguida Reinado Sombrio parece não existir mais. Isso sem falar da perda de grandes escritores que a editora tem sofrido. Os autores chaves de anos atrás da editora (Matt Fraction, Kelly Sue Deconnick, Jonathan Hickman, Rick Remender e agora Kieron Gillen) foram embora. Fica a questão: caso Jason Aaron ou Brian Michael Bendis resolvem sair para cuidar de projetos autorais que fim teria a Marvel?

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Rebirth da DC

Enquanto a Marvel vem lidando com esses diversos problemas, DC está em um crescente surpreendente. A editora não tinha para onde ir depois de suas principais apostas do ano passado terem sido canceladas. Mas não se esperava que a editora fosse se reerguer tão rapidamente com um novo status quo em Rebirth (Renascimento em uma tradução literal). DC Rebirth #01 não foi apenas uma história de Geoff Johns, mas uma declaração de amor a tudo que o Universo DC foi e ainda é capaz de ser. Esta única edição conseguiu revigorar a DC de uma maneira que o selo DC YOU (DC e Você aqui no Brasil pela editora Panini) não conseguiu fazer ano passado.

Eu venho acompanhando todos os títulos de DC Rebirth e é incrível o que a editora tem feito. Não é somente com seus medalhões (Batman, Superman, Mulher Maravilha) que vem chamando a atenção. Eu destaco como principal lançamento até agora de Rebirth: Arqueiro Verde. Mesmo a revista tendo o mesmo escritor da fase DC You, mas o que aparenta é que trazer o legado de volta foi o estopim para a DC começar a produzir melhores histórias de seus personagens.

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O encontro de Barry Allen e Wally West

Os novos 52 cometeram vários erros durante sua concepção, mas eu acho que Rebirth está provando ser mais eficiente devido ao fato de reatar aos velhos relacionamentos dos personagens. Barry Allen é um personagem com um melhor backgorund com Wally West de volta a sua vida. Oliver Queen e Dinah Lance são mais forte justos do que quando estavam separados. Com DC Universe Rebirth #01, Geoff Johns fez tudo o que os Novos 52 não fizeram em 5 anos de publicações, reconheceu com honestidade suas deficiências e restaurou o universo DC ao que era antes. Rebirth #01 culminou com Barry Allen atingindo a força de aceleração e assim resgatando Wally West. É uma metáfora para forma como Johns e os outros escritores estenderem uma mão de boas-vindas para antigos e novos leitores.

Obviamente, estamos com menos de um mês de publicações de DC Rebirth, e não há garantias da sua regularidade na qualidade de suas histórias. Mas mesmo depois de poucas semanas eu estou bastante otimista com o futuro das publicações da editora. Espero que futuramente eu sinta o mesmo em relação a Marvel. No entanto, DC Rebirth foi uma mudança positiva e existem lições a serem extraídas do sucesso da editora. Assim como com a DC teve um olhar crítico em relação a sua atual linha editorial e começou a recuperar a credibilidade com seus leitores, a Marvel também pode reavaliar seu atual momento.

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